domingo, 19 de setembro de 2010

SERÁ?

Êeeeeeeeeeeeeeeeee

O governo do presidente fanfarrão, não nega o crime, nega o criminoso

Metade dos brasileiros está endividada. Os bancos adoram isso. É com os juros dessa dívida que os bancos financiam Dilma e Michel Temer

Lembram das enchentes nas Alagoas? Pois é, as famílias continuam sem ajuda e morando dentro de escolas e quadras. Lula visitou na época de helicóptero. O fanfarrão vive nas nuvens.

Brasil de Fato fará debate com os candidatos. Apenas Zé Maria do PSTU, Ivan Pinheiro do PCB e Rui Costa Pimenta do PCO confirmaram presença.  

Acho que teremos segundo turno. Não é possível o povo se iludir com as conversas fiadas de Lula e sua candidata.

A saúde vai bem obrigada apenas na propaganda eleitoral de Dilma.

Quem diria, a CUT luta para não ter greve no ABC. As montadoras devem estar ajudando a candidata da CUT.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O desafio da inclusão escolar

A inclusão escolar é uma recomendação baseada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96.

Fica a pergunta: Qual a população que já está excluída da escola e que necessita desta recomendação?

É a população formada por pessoas que não conseguiram ser matriculadas por apresentarem diferentes deficiências (visuais, auditivas, da fala, mentais etc) que dificultassem o aprendizado regular. São as pessoas deficientes visuais, auditivas, mentais etc., que necessitam de recursos especiais para o aprendizado natural, apresentado pela maioria da população.
A lei acima tem boa intenção, pois muitos cadeirantes estão excluídos não pela dificuldade de aprendizado, mas de locomoção. Assim como a sociedade ainda é deficiente para atender as demandas dos cadeirantes, a escola também é, pois não apresenta condições físicas satisfatórias, tais como banheiros e refeitórios adaptados ou rampas e facilitações de acesso que possibilitem o seu direito de ir e vir sem depender de terceiros. O descaso de cidadãos sem ética nem civilidade que não respeitam nem as demarcadas vagas de carros a cadeirantes também ocorre na escola. Ou não seria o caso desta exclusão já existir na escola? Há deficiências físicas, como a de voz, a visual e a auditiva, em que as pessoas que as têm apresentam inteligência compatível com o aprendizado escolar, mas necessitam de ajuda de terceiros ou de recursos especiais para o seu aprendizado. Muitas escolas teriam que se adaptar para receber os cadeirantes para não exigir demais a ajuda de terceiros. Acredito no desenvolvimento da cidadania e civilidade de todos os envolvidos na inserção do cadeirante.
Uma sociedade deveria ter a possibilidade de atender a todos os tipos de deficiências. Isso poderia ser feito também na escola, para benefício inclusivo em salas de aula, desde que também houvesse pessoas e/ou recursos auxiliares extras, como a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para surdo-mudos, leitura Braille para cegos etc. Uma pessoa com deficiência deveria freqüentar uma escola regular, desde que contasse também com professores especialmente capacitados.


Para que a citada recomendação fosse à prática diária dos professores em sala de aula seriam necessárias no mínimo duas medidas iniciais:
  1. Acabar com a cultura da expulsão do aluno da escola e da sala de aula. As autoridades pedagógicas que usam deste expediente estão praticando a cultura da exclusão. Esta exclusão escolar alimenta a exclusão social, sejam lá quais forem os motivos nas quais se fundamentem os pedagogos. Antigamente, os leprosos eram excluídos da sociedade por não conhecerem na época os tratamentos que hoje são praticados.
  2. Desenvolver e promover a cultura da inclusão de alunos regularmente matriculados através de medidas de adoção daquele aluno que seria expulso (por não fazer a lição, não estar de uniforme, perturbar o bom andamento da aula, confrontar autoridade pessoal dos pedagogos, etc.). O líder pedagógico e professores em geral poderiam estimular os alunos a adotarem alunos perturbadores. Poderiam acolher colegas voluntários que pudessem funcionar como tutores pessoais dos alunos em defasagem para ajudá-los a serem incluídos.
Não será por uma recomendação legal que os alunos que apresentam algumas deficiências serão incluídos em salas de aulas regulares, pois estes alunos sentir-se-ão mais excluídos se não receberem os cuidados de que realmente precisam. A inclusão será natural quando os professores forem capacitados para trabalharem também com as diferenças pedagógicas já no seu currículo de formação acadêmica ou como atualização obrigatória dos professores já formados.

Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Ilha da Fantasia.

Dilma continua disparada não só nas pesquisas, mas também na ajuda financeira de bancos e empresários. Sua soma desde o início da campanha é maior que todos os outros candidatos juntos. Estranho? Claro que não! Lula governou para os ricos, seguindo a lógica de FHC.

Essa eleição do ponto de vista democrático já está comprometida. Estamos vivendo o vale tudo! Daí, a necessidade de financiamento público para as campanhas.

Eu confesso que gostaria de viver no país que o presidente fanfarrão fala na TV. Infelismente vivo no país dos candidatos a deputado do PT. Esses sim, falam que precisamos investir na saúde, na educação, segurança e etc. Contradição boa essa.

Hoje no horário eleitoral um candidato do PT chegou dizer que os transportes no Rio de Janeiro são péssimos. Boa deputado! É ruim mesmo!

Dilma quando lê, fala bem. Mas quando precisa falar por contra própria é uma lástima.

Sérgio Cabral mente na TV sobre educação. Pode isso? Aliás, mente sobre segurança e outros bichos.

Saúde no Brasil é um escandalo! Só um governo fanfarrão para mentir pra população. Pergunte a quem depende do SUS sobre a saúde! É um SUSTO só!

Marina coitada. Não sabe onde se meteu.

Alguém precisa dizer ao presidente fanfarrão e a turma do PT, que o consumo aumentou em todos os países emergentes. Não é uma decisão de governo. É decisão estrutural do capitalismo. Até parece que o PT mudou a vida do país.

Tiririca não é a piada da eleição. A turma de Dilma é capaz de fazer tudo pra ganhar eleição. Tem até o Netinho. Aquele mesmo que espanca mulher.

Pobreza política: Psol do Sergipe denuncia PSTU! É pra rir, não dá!

TRE confirma que petista vazou dados da filha do Serrote. Proponho que o dados fiscais sejam abertos. Dados do imposto de renda não deveriam ser secretos.

O Serrote tenta, apresenta propostas e nada. O PSDB precisa aprender com o PT a distribuir os cargos com os neocompanheiros. Se não, não vai!

Collor fazendo a campanha de Dilma nas Alagoas foi f$&@*a. Lula defendendo Collor é coisa de fanfarrão.

Dilma continua mentindo na TV. O "Minha Casa, Minha Vida" não concluiu nem um porcentro do previsto e a mulher botox já fala em contruir 2 milhões de moradias nos próximos quatro anos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

LEI Nº 601, DE 18 DE SETEMBRO DE 1850

 

Dispõe sobre as terras devolutas no Império, e acerca das que são possuídas por titulo de sesmaria sem preenchimento das condições legais. bem como por simples titulo de posse mansa e pacifica; e determina que, medidas e demarcadas as primeiras, sejam elas cedidas a titulo oneroso, assim para empresas particulares, como para o estabelecimento de colonias de nacionaes e de extrangeiros, autorizado o Governo a promover a colonisação extrangeira na forma que se declara

D. Pedro II, por Graça de Deus e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que a Assembléa Geral Decretou, e Nós queremos a Lei seguinte:

Art. 1º Ficam prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Do código Florestal para o código das biodiversidades – uma exigência da inteligência

Por Aziz Nacib Ab’Saber*





O chamado Código Florestal deve ser ampliado para tornar-se um Código de Biodiversidades





O debate está lançado. Precisamos avançar no sentido de construir uma proposta que leve em consideração as discussões existentes no meio acadêmico e nas diversas entidades que representam os anseios mais avançados dos diversos segmentos sociais e, sobretudo do país. Assim, na busca da prosperidade social, caminharemos no sentido de estabelecer uma forma mais racional e menos agressiva de relacionamento com o meio ambiente, voltados para as gerações futuras e para um Brasil de todos os brasileiros.



EXISTEM códigos que possuem uma relevância total em relação ao futuro do país. Não se trata, porém, de um futuro aleatório, pensado apenas em função de viventes atuais, interessados em transformar todos os espaços em "mercadorias" para favorecer alguns em detrimento de todas as atuais e futuras gerações. Determinados códigos, em suas posturas, têm responsabilidades com o futuro, a diferentes profundidades de tempo. É esse exatamente o caso do Código Florestal. Um documento legal, elaborado para induzir a um melhor equilíbrio na organização dos espaços herdados da natureza, e sujeito às mais esdrúxulas formas de utilização, por ações antrópicas, historicamente cumulativas.



É fora de dúvida que muitos códigos, de tempos em tempos - não muito curtos - possam sofrer revisões para aperfeiçoamentos, adequação à inteligência; respeitando a evolução dos conhecimentos sobre determinados setores ... Tais como a saúde pública, sistema educacional, saneamento básico, proteção de biodiversidades; conciliação entre desenvolvimento e proteção ambiental e ecologia; estratégias corretas para a inserção dos excluídos; exigências para avaliações periódicas sobre o metabolismo urbano de grandes aglomerações do mundo urbano-industrial



E, sobretudo, leis obrigatórias, democráticas e funcionantes para a previsão dos impactos em projetos que interfiram no ambiente físico, social e ecológico. Posturas que nos são cobradas por todos os grupos esclarecidos do mundo. E que, por outro lado, pela sua inexistência e incorreção, nos são as sacadas por inimigos potenciais de nossa soberania.



O Código Florestal brasileiro - elaborado há quase meio século - funcionou como documento legal endereçado ao gerenciamento da organização imposta pelos homens sobre os espaços naturais, herdados de um longo processo geológico, fito geográfico e biológico. Pela evolução dos conhecimentos científicos, no contexto do fim do século e do milênio, o clássico documento elaborado pelas elites culturais do passado carece de adaptações a novas circunstâncias. E, sobretudo, ampliações que o estendam para a proteção ou manejo de todas as áreas de biodiversidades regionais do país:



Amazônia, Caatinga, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados, Planalto das Araucárias e Pradarias Mistas do Rio Grande do Sul. Sem esquecer, evidentemente, a fachada atlântica inter e subtropical brasileira. Para interferir no Código que possuía aparentemente um endereço para florestas, há de se exigir a presença e as opiniões técnicas e científicas de personalidades ilibadas, conhecedoras do país em seu todo. Técnicos e cientistas conhecem as sutilezas e vocações de todas as regiões naturais e tipos de espaços geográficos e econômicos. Evidentemente que - para elaborar um novo Código Florestal - não basta apenas o conhecimento da organização natural dos espaços (domínios morfoclimáticos e fitogeográficos) ; mas torna-seimprescindí vel conhecer em profundidade a realidade dos cenários e defeitos da organização (ou desorganização) criados pelos homens e pela natureza sobre as velhas heranças da natureza.



Convém lembrar que os três códigos, transformados em leis, endereçados à proteção dos recursos naturais, foram editados entre 1965 e 1967: Código Florestal (15/9/1965); Código de Caça (03/1/1967); e Código de Pesca (2712/1967). A estes, foram acrescentadas anotações remissivas da Divisão de Proteção de Re-cursos Naturais (DPRN), de 05/01/ 1985. E, além disso, uma portaria mais abrangente, editada em 24/05/ 1985, seguida de uma Resolução do Conselho Nacional do Meio-Ambiente (CONAMA), de 18/09/1985, da qual constam definições fisiográficas e fito geográficas esclarecedoras, e detalhadas posturas para a proteção de Reservas Ecológicas. A tarefa de revisar o Código Florestal vigente até o ano 2000, é extremamente delicada e responsável. Para reestruturá-lo com inteligência e racionalidade, é necessário, em primeiro lugar, dominar o conhecimento de todas as assembléias regionais de ecossistemas, assim como todas as faixas de transição e contato existente entre elas (ecótonos), além de todos os "enclaves" eventuais de vegetação ocorrentes nas áreas de nossos domínios fitogeográficos ("ilhas" de matas no domínio das caatingas; cerrados na Amazônia e no entremeio das matas atlânticas; araucárias nos altos campos da Bocaina e Campos de JordãolMonte Verde; riüni-redutos de cactáceas no litoral fluminense, nas coxilhas da Campanha Gaúcha e setores rochosos de serranias do Brasil Tropical Atlântico). Entre outras anomalias para as quais somente a "Teoria dos Refúgios" foi capaz de oferecer explicações.



Entretanto, seria ilusório reconhecer o mapa da vegetação primária, esquecendo o cenário real de uso ou degradação dos espaços ecológicos tal como se apresentam ao final do século XX, no território brasileiro. Daí porque é absolutamente imprescindível um bom conhecimento do quadro regional vigente de agro-ecossistemas e ecossistemas urbanos dispostos em rede no "espaço total" de áreas ou sub-áreas do território.



A proteção ecológica e ambiental das terras baixas florestadas da Amazônia Brasileira é, certamente, a mais complexa e responsável. Ditar normas para incentivar desenvolvimen-

tos sub-regionais cruzados com o máximo de florestas-em- pé (vale dizer biodiversidade primária total, é tarefa quase impossível. Indicações genéricas de que é necessário preservar no mínimo 50% das florestas em cada propriedade - sejam elas pequenas, médias, grandes ou muito grandes - é um convite irreparável para engendrar o caos no cenário previsível para a Amazônia do século XXI. Em relação a propriedades de 100.000 a 2 milhões de hectares no interior das imensidões amazônicas, é necessário restringir ao mínimo possível a abertura de clareiras para agropecuária ou manejos de exceção. E, quando essas enormes glebas fundiárias forem parceladas para venda em lotes de 50 a 100 hectares, devem responder legal e contratualmente pelo gerenciamento das mesmas para evitar a desfiguração ecológica e o caos total no uso dos espaços outrora florestados. Restrições específicas devem ser inseridas no código em reelaboração para evitar a desperenização das cabeceiras de igarapés em projetos de rodovias interfluviais, de comprovada interferência negativa para os setores de origem da hidrografia.



No domínio das pradarias mistas, outrora interpenetradas por florestas galerias e ecos sistemas típicos de planícies aluviais, existem considerações especiais baseadas no mosaico de ecossistemas das coxilhas, e no estado de predação da cobertura das planícies de inundação. O fato de a rizicultura gaúcha ter se estendido pela maior parte das largas planícies



Revisar o Código Florestal vigente até o ano 2000 é tarefa extremamente delicada

e banhados regionais, acarretou uma pronunciada devastação da antiga cobertura vegetal de tais compartimentos do território gaúcho. Razão pela qual deve ser rigorosamente proibida a remoção de florestas beiradeiras de sangas, remanescentes em qualquer setor da Campanha Gaúcha.

A forte erodibilidade dos solos arenosos das coxilhas esculpidas em arenitos Botucatu, na Campanha de Sudoeste obriga a posturas que induzam a uma ocupação agrária dotada de menor agressi vidade (erosividade) . Aliás, trate-se do Nordeste semi-árido ou das pradarias úmidas do Rio Grande, o reconhecimento de solos frágeis e erodíveis, sujeitos a erosividades arrasadoras por processos inadequados de manejo, os mesmos devem ser motivo para estratégias indutoras, em qualquer código de vegetação destinado a substituir o velho e aplicável Código Florestal que honrou a geração técnico-cientí fica responsável por sua elaboração.



As indicações para o Planalto das Araucárias obedecem ligeiramente à somatória das posturas sugeridas para os domínios tropicais do País. Com a diferença fundamental, centrada no fato de que em menos de 60 anos as atividades madeireiras e a fantástica expansão da agricultura comercial mecanizada, redundaram na eliminação quase total dos antigos bosques subtropicais e suas araucárias emergentes. O modelo de silvicutura adotado para os solos menos férteis, no segundo e terceiro planaltos do Paraná e de Santa Catarina, deve pressupor mosaicos de plantações em que se entremeiam atividades agrárias permitidas: plantio direto, pastagens restritas para gado estabulado ou atividades horti-granjeiras de garantida comercialização. Fica estabelecido que, ao fim do período de aluguel de espaços para o desenvolvimento de plantações homogêneas comerciais, as empresas que utilizaram a gleba para a produção de espécies homogêneas terão de devolvê-Ias com a extensiva liberação de raízes e tôcos, em um processo ético de devolução de solos reutilizáveis.



Devem ser listados subsídios especiais, viáveis, para a implantação das técnicas de cultivo direto em áreas de solos reconhecidamente inférteis e problemáticos. Para evitar degradações cumulativas e irreparáveis, deve-se proibir o uso agrícola de escarpas e vertentes de relevo com declividade superior a 20 ou 30%.



No que concerne ao domínio dos chapadões centrais, recobertos por cerrados extensivos e dotados de espaçadas drenagens perenes, o rol de posturas específicas vinculam-se à proteção das estreitas florestas galerias biodiversas e às limitações de uso de agrotóxicos desnecessários e encarecedores da produção agrária (custo Brasil). É indispensável ainda uma proteção rígida das florestas orográficas biodiversas, existentes em escarpas de cuestas ou nas serranias fronteiriças. A liberação de espaços dos cerrados para fins de agricultura comercial mecanizada, deve pressupor limites percentuais e modelos não agressivos à biodiversidade in situo E, uma proteção especial, obrigatória, para as cabeceiras em dales (anfiteatros rasos de cabeceiras de florestas galerias) circundadas por veredas.



As posturas genéricas devem especificar, em algum momento, as limitações de uso de adubos químicos ou eventuais agrotóxicos nas bacias ou sub-bacias de rios que vão ter ao pantanal matogrossense. Sendo que a depressão pantaneira - ela própria - deve receber um tratamento específico e rígido de proteção ambiental induzida.



A inovação introduzi da pela técnica do pivô, por meio de canhões d'água, obriga a uma nova proposta de gerenciamento dos setores em que vem se multiplicando o aludido processo de irrigação. Procurando favorecer os produtores rurais, deve ser explicitado que, entre os grandes círculos de irrigação, as interseções dos espaços em atividade restam em poisio, visando proteger parte da biodiversidade natural.



No conjunto dos espaços do domínio das caatingas, é aconselhável a defesa radical dos leitos secos dos rios e ribeiras para proteção da qua-lidade da água represada abaixo das areias, por entre soleiras de rochas duras. Para tanto, deve se proibir totalmente o uso de agrotóxicos e adubos químicos nas culturas de vazantes. Urge, ainda, gerenciar os diferentes espaços sertanejos em relação ao manejo agrícola baseado em produtos químicos para evitar o envenenamento das águas remanescentes nos leitos dos rios intermitentes sazonários. Deve ficar bem definido que, em qualquer projeto de transposição de águas que implique na eliminação dos espaços tradicionais das vazantes de leito de rios, seja internalizada a exigência de reformas agrárias para compensar os tradicionais agricultores das vazantes. Há de (re)educar a população ribei-rinha de rios e açudes que secam, assim como as autoridades municipais, a fim de que não sejam construídos decks para sanitários nas margens de rios que "cortam", mesmo porque a defesa quanto a resíduos fecais é o complemento da defesa da poluição por agentes químicos. É um fato básico a ser considerado na infra-estrutura sanitária dos núcleos urbanos sertanejos.



Passando das posturas de defesa da sanidade das águas de rios e açudes para o manejo dos espaços agrários sertanejos, há de reunir diferentes conhecimentos sobre o manejo agrícola ou agro-pastoril dos sertões, a fim de elaborar posturas adequadas para produzir sem predar ou degradar. Encontrar e elaborar tais posturas para atender as peculiaridades mais notórias de uso tradicional dos espaços regionais, sob o contexto de uma rígida estrutura agrária, não é uma tarefa para observadores

distantes e despreparados.



No que diz respeito às antigas "ilhas" de matas tropicais inseridas em setores locais do domínio sertanejo, é indicada a postura de limitação ou diversificação de culturas extensivas, evitando-se a expansão desmesurada de mono culturas que possam eliminar extensivamente as velhas matas biodiversas dos "brejos" nordestinos.



Na área dos "agrestes", totalmente ocupadas por pequenas propriedades, há de exigir duas obrigações: proteção da estreita faixa da chamada mata da ribeira, localizada nos diques marginais de córregos e pequenos rios; e ampliação das cercas vivas das quadras que alternam setores de pecuária e terrenos agrícolas, constituindo- se na mais importante paisagem agrária popular do País.



As mudas de árvores de caatingas arbóreas ou de matas secas, destinadas a triplicar as numerosas cercas vivas, deverão ser forneci das por hortos municipais a ser instalados nos próximos 10 anos (2000-2010).



Se é que nas terras do semi-árido brasileiro, as posturas de um código de proteção à natureza tenham a obrigatoriedade de cuidar da proteção das biodiversidades regionais, incluindo um tratamento inteligente sobre os recursos hídricos e o endereço social dos espaços de vazantes, no Brasil Atlântico multiplicam- se as posturas e exigências legais ... Nas áreas de "mares de morros", depenados de suas florestas primárias por manejos inadequados e inconseqüentes, há de induzir (re)vitalizações dos espaços agrários à custa de estratégias dinamizadoras, internalizadas nas próprias posturas e exigências legais. Para tanto, já existem estudos básicos e propostas consensuais incluídas no Projeto FLORAM, elaborado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).



No que tange às notáveis escarpas tropicais da Serra do Mar, Serra da Mantiqueira e bordos atlânticos do Planalto Sul-baiano e Borborema Oriental, deve ser indicado um estatuto de proteção integrada e permanente, nos moldes do estatuto do tombamento - já aplicados nos esta-dos de São Paulo e Paraná. Ressalvadas, é claro, umas poucas ligações entre Litoral e Planalto, dirigidas para finalidades econômicas e sociais indispensáveis e atividades culturais e de lazer de reconhecida validade. Nunca, certamente, para atender os apetites daqueles que se acostumaram a grandes expectativas de lucros com a mercadoria "terra". Ou por construtivismos tão lucrativos quanto inconseqüentes.



Em muitos casos, as paisagens de exceção ocorrentes no território brasileiro possuem sutis variáveis ecossistemas a serem considerados num Código de Biodiversidades. Nesse sentido, enquadram-se os casos dos "pães de açúcar", inselbergs, mini-refúgios de cactáceas estabelecidas em lajedos e mares de pedras, campos ou vertentes íngremes de chapadas e escarpas rochosas. Na grande maioria de tais feições geomorfológicas ocorrem coberturas vegetais de gramíneas ou agrupamentos de cactáceas e bromélias. Portanto, além da predominância de fatos geológicos superficiais, existem rupestresbiomas, ou sejam, ecos sistemas especiais e localizados, nos quais se inserem fatos bióticos, incluindo-se refúgios faunísticos locais.



Um verdadeiro Código de Biodiversidades deve cuidar de tais ambientes ecológicos, protegendo complementarmente paisagens de exceção, evitando agressões pelo estabelecimento de pedreiras ou por tinturas ou letreiros propagandísticos. Evidentemente, deve se dar o máximo de atenção ao Pão de Açúcar (RJ), ao Penedo (ES), extensivos aos pontões rochosos, "dedo de Deus", pedras tortas, ocorrentes desde Pancas (ES) à Serra do Mar paranaense. Lajedos de cimeira de serras, como é o caso da Serra do Jardim, com suas cactáceas, bromélias e mini-fauna de lagartos, devem ser simplesmente tombados (Valinhos - Vinhedo - SP).



Com base nesses comentários prévios, que envolvem considerações sobre as peculiaridades e exigências da maior parte dos domínios naturais do Brasil (à exceção da zona costeira, que merece um código especial de gerenciamento e posturas diferenciais de utilizações), sugere-se que o chamado Código Florestal seja ampliado para a condição de um Código de Biodiversidades Regionais e Recursos Hídricos, a ser elaborado por personalidades dignas e competentes, entre as que compõem a consciência técnica, científica, social, ética e jurídica de um Brasil inteligente e democrático. De uma sociedade que exija que se ouça as aspirações e expectativas de todos os segmentos de sua pirâmide social. Visando atender tudo aquilo que for razoável e factível, aperfeiçoando os estatutos e posturas que se dirigem para um tempo infinito, relacionado à proteção da vida no planeta Terra.



(*) Aziz Nacib Ab’Saber é geógrafo, professor emérito da USP e presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

domingo, 22 de agosto de 2010

Qual das duas cenas "te choca" mais?

A longa marcha: de Leão XIII ao Império


No passado quase recente, há uns 60 anos, era muito comum se ouvir falar a respeito de líderes revolucionários que tinham abdicado de uma sólida posição de classe para lutar por aquele caminho. Quase todos tinham feito essa opção política no final da adolescência e início da fase adulta. Foram escolhas definitivas - não graduais e nem fruto de tardias revelações redentoras. Hoje, aqui no Brasil, por exemplo, há até quem fale em socialismo como solução, mas, ao se olhar o histórico de vida de uns ou a folha corrida de outros, tem-se a sensação de que o socialismo também pode ser implantado da mesma forma que a simplória história oficial diz que foi proclamada a nossa independência e a república - um ato de vontade, porém de esclarecida e culta vontade, como costumavam falar.

Reacionários, neoliberais e o império no ataque

A campanha política brasileira deste ano está com forte tendência revival da Guerra Fria. Tudo porque José Serra, do PSDB, o nome chancelado, apoiado e estimulado pelo império e seus think tanks neocons, está a sofrer uma contínua queda nas pesquisas de intenções de voto. Para eles, que contavam com o retorno ao Palácio do Planalto e com o uso das centenas de bilhões de dólares do saldo da balança de pagamentos, além das riquezas do pré-sal, recursos capazes de sustentar por mais um pouco a completa débâcle neoliberal, perder a eleição é algo intolerável e que deve ser evitado por todos os meios

sábado, 21 de agosto de 2010

Ouça Jingle do Milton Temer Senador, São Outros 500!

Jingle - Milton Temer Senador, São Outros 500!

Aos 70 anos do assassinato de Leon Trotsky


HENRIQUE CANARY
de São Paulo (SP)
 





• Liev Davidovich Bronstein nasceu no dia 26 de outubro de 1879 (mesmo dia em que, 38 anos depois, seria vitoriosa a insurreição de Outubro) no vilarejo ucraniano de Yanovka, Império Russo. Judeu, filho de camponeses médios, aderiu ao marxismo aos 19 anos, passando a reunir os operários da região em uma organização político-sindical ligada à social-democracia da época e denominada “União Operária do Sul da Rússia”. 

Trotsky (pseudônimo emprestado de seu carcereiro em 1902) passou por três longos exílios fora da Rússia (1902-1905, 1907-1917 e 1927-1940), mas também participou de três revoluções (1905, Fevereiro de 1917 e Outubro de 1917). Foi por duas vezes presidente do Soviete de Petrogrado (1905 e 1917). Trabalhou como correspondente em duas guerras: nos Balcãs em 1910 e durante a 1ª Guerra Mundial em 1914. Membro do Comitê Militar Revolucionário durante a insurreição de Outubro de 1917, dirigiu os operativos que levaram os bolcheviques ao poder. Depois da vitória da insurreição, assumiu o Comissariado do Povo para Assuntos Estrangeiros e esteve à frente das negociações sobre a paz com a Alemanha em Brest-Litovsky em 1918.

Formou e dirigiu o Exército Vermelho, cujo contingente chegou a cinco milhões de homens e mulheres em 1920. Venceu 14 exércitos estrangeiros durante a Guerra Civil. Depois de 1921, se dedicou às questões econômicas do jovem Estado Operário. Inspirou, junto com Lenin, a formação da III Internacional, redigindo seus principais documentos e declarações. Após a morte de Lenin, travou uma batalha sem trincheiras contra a burocratização do Estado Soviético e a degeneração do Partido Bolchevique pelo stalinismo. Expulso da URSS em 1927 por denunciar o curso anti-proletário da burocracia do Kremlin, Trotsky percorreu o mundo durante 10 anos em busca de asilo, até seu pedido ser aceito pelo governo mexicano em 1937. Morreu assassinado por um agente stalinista em agosto de 1940.

Trotsky era um homem de ação, mas não de ação sem verdade. Para ele a atividade prática revolucionária era inseparável do estudo e do trabalho intelectual. Aos 26 anos, em base à experiência da revolução de 1905, formulou a Teoria da Revolução Permanente, onde previa de maneira brilhante que, numa Rússia atrasada e semi-feudal, somente a classe operária seria capaz de cumprir as tarefas que historicamente teriam cabido à burguesia. Doze anos depois seus prognósticos se cumpririam de maneira categórica.

Mas seu trabalho teórico mais importante é, sem a menor sombra de dúvidas, "A Revolução Traída" de 1936. Nele Trotsky analisa o processo de burocratização da URSS e do Partido Bolchevique e sentencia: ou a classe operária soviética, sob a direção de um partido revolucionário, fará uma revolução política, que limpe dos sovietes e do Estado Operário a burocracia parasitária, ou o capitalismo será restaurado na Rússia. Cinquenta anos depois, a restauração do capitalismo em absolutamente todos os países de economia planificada confirmou de maneira dramática a previsão de Trotsky.

Trotsky possui uma vasta obra sobre uma infinidades de temas. Escreveu sobre literatura, psicologia, opressão da mulher, moral e muitos outros temas. Analisou e nos deixou valorosas lições sobre cada um dos processo revolucionários que presenciou: a revolução alemã de 1923, a revolução chinesa de 1927, a revolução espanhola de 1931-1937 e a II Guerra Mundial. Nos deixou ainda duas obras belíssimas de inestimável valor histórico e literário: "A História da Revolução Russa" e "Minha Vida", sua autobiografia. 

Esse homem, cujo nome está gravado para sempre na história do século XX, via como seu maior feito não a vitória da Revolução de Outubro, nem a formação do Exército Vermelho ou a construção da III Internacional, mas sim o fato de ter dado a batalha pela continuidade da tradição marxista através da fundação da IV Internacional em 1938. Trotsky costumava dizer que se ele não estivesse presente em outubro de 1917 em Petrogrado, Lenin ainda assim teria garantido a vitória da insurreição. O mesmo teria acontecido com a Guerra Civil e a III Internacional. Mas a construção da IV Internacional era uma tarefa que somente ele poderia cumprir, uma vez que Lenin já havia morrido. Sem a construção de uma nova Internacional, a tradição marxista e proletária se perderia para sempre, fruto da degeneração da III Internacional. 

As duras condições em que a IV Internacional se construiu tornavam sua fundação ainda mais necessária. O stalinismo havia triunfado na URSS e o nazismo chegado ao poder na Alemanha. Era preciso formar uma Internacional capaz de continuar, assim que as condições o permitissem, a luta de Marx, Engels, Lenin, Rosa e do próprio Trotsky.

Trotsky era de estatura média, tinha cabelos negros e encaracolados, grandes olhos azuis, voz metálica e fala rápida. Ao discursar, gesticulava rica e elegantemente. Trabalhou com Lenin na equipe de redação do Iskra em Londres em 1902. Depois da cisão entre bolcheviques e mencheviques em 1903 se afastou de Lenin por vários anos. Nunca foi, no entanto, menchevique. Tinha poucos amigos íntimos dentro do Partido, mas com aqueles que eram seus amigos, conservava estreitos laços. 

Da maioria dos dirigentes, no entanto, guardava certa distância. Mesmo sua relação com Lenin nunca foi de proximidade pessoal. Teve quatro filhos de dois casamentos. Todos morreram antes dele, dois dos quais pelas mãos diretas do stalinismo. Conheceu a mais absoluta glória e o mais terrível fracasso. Nunca encarou, no entanto, nem um nem outro, desde um ponto de vista pessoal. Para Trotsky, sua sorte era a sorte do proletariado em luta, suas glórias e fracassos eram as glórias e fracassos da classe operária mundial e portanto, de caráter essencialmente político. 

Depois de ser atingido na cabeça com um golpe de picareta por Ramon Mercader, agente da GPU, a polícia política stalinista, Trotsky ainda lutou contra a morte por 22 horas e veio a óbito às 19:25 do dia 21 de agosto de 1940. A necrópsia realizada revelou um cérebro e um coração "de dimensões incomuns", segundo o relato do legista. No dia 27 de agosto o corpo de Trotsky foi cremado e as cinzas depositadas em um túmulo especialmente construído no fundo do quintal de sua casa em Coyoacán. "Que o fogo queime tudo o que se decompõe", determinou Trotsky antes de morrer. Sobre o túmulo, foi colocada uma grande pedra branca com a foice e o martelo talhados em baixo-relevo.

No hospital, antes de perder definitivamente a consciência, Trotsky pediu a seu secretário que registrasse sua última mensagem: “Estou próximo da morte pelo golpe de um assassino político. Ele me atingiu em minha sala, lutei com ele... nós entramos... ele me atingiu... por favor, diga a nossos amigos... estou confiante... na vitória... da IV Internacional... adiante!”.

Aos 70 anos de seu assassinato, as idéias de Trotsky permanecem vivas na luta e na organização da classe operária mundial. Trotsky morreu. Viva Trotsky!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MILTON TEMER SENADOR 500


A estrutura do Estado brasileiro é bicameral. Temos a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. A Câmara “defende o povo” e o Senado “defende o Estado” O Rio de Janeiro não tem uma representação de peso no Senado há muito tempo. O nível dos “nossos” eleitos para o senado em nada orgulha nosso Rio de Janeiro.
O Rio elegeu recentemente pessoas do nível de Sérgio Cabral – ficou quatro anos – não cumpriu seu mandato para disputar a eleição para o governo do Estado. Como senador Cabral não apresentou nada. Nenhuma intervenção de peso na defesa do Estado brasileiro. Crivella, o “bispo da universal” elegeu-se há oito anos dizendo que faria do Brasil uma Canaã e agora disputa a reeleição.  Picciane, aquele da Alerj, lembram? Pois é, também disputa. Não dá mesmo!
Portanto, dirijo-me a todos aqueles que lutam e acreditam que outro mundo é possível. Nestas eleições vamos “renovar” dois terços do Senado Federal. Portanto, escolheremos dois senadores.
Milton Temer disputa uma dessas vagas. Um intelectual orgânico. Um socialista. Ele é de vanguarda. Tem autonomia política, grande conhecedor dos temas nacionais, um grande defensor do povo.
Votar em Temer para o senado é votar com alma, coração e razão.
Eu voto Milton Temer – Senador 500

Carlos Pletsch
Professor