domingo, 18 de setembro de 2011

Sabe tudo sobre o novo Enem? Confira 20 perguntas e respostas sobre a prova

Sabe tudo sobre o novo Enem? Confira 20 perguntas e respostas sobre a prova

Simone Harnik
Ana Okada
Em São Paulo


O prazo para as universidades federais aderirem ao novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) termina nesta sexta-feira (8). A proposta do MEC (Ministério da Educação) é utilizar o exame como vestibular unificado para as instituições interessadas em todo o país.



A avaliação, que é realizada desde 1998, ganha peso na vida dos estudantes do ensino médio e dos concluintes que buscam vaga no ensino superior federal. Para facilitar sua vida, o UOL Educação elaborou perguntas e respostas sobre a avaliação. Confira:

Arte/UOL
Novo Enem será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro
Por que o Enem mudou?
Segundo o MEC, o vestibular seleciona os melhores estudantes e cumpre sua função. Mas com a unificação dos vestibulares pelo novo Enem, o candidato terá mais chances de ingressar em uma universidade, pois poderá se candidatar a diversas instituições simultaneamente, com diminuição de custos - como o de taxa de inscrição e de viagens para realizar os exames. Além disso, o ministério pretende dar orientações mais claras para mudanças no ensino médio, a partir do novo Enem.

Não era possível unificar os vestibulares com o Enem da forma antiga?
Segundo o MEC, o novo formato de prova tem mais capacidade de diferenciar as habilidades dos candidatos e de selecionar os ingressantes em uma faculdade. A prova tem questões com níveis de complexidade diferentes e poderá ser comparada ano a ano, já que seguirá um padrão.

O novo Enem terá quantas questões?
Serão 180 questões objetivas com cinco alternativas. Até o ano passado, eram aplicados 63 testes de múltipla escolha.

Haverá redação?
Sim. A redação está mantida no novo Enem, no mesmo modelo dissertativo - como já ocorria nas edições anteriores.

Quando será aplicado o novo Enem?
A prova está prevista para os dias 3 e 4 de outubro. A divulgação das notas nas questões de múltipla escolha ocorrerá em 4 de dezembro. O resultado final, incluindo a redação, sai no dia 8 de janeiro de 2010, diz o MEC.

O conteúdo cobrado vai mudar?
A prova continuará a avaliar habilidades e competências. O ministro Fernando Haddad já afirmou que o conteúdo cobrado deverá se aproximar um pouco do que é exigido nos vestibulares. O Enem passará, então, a exigir mais conteúdo do que nas edições anteriores.

Quais serão as matérias avaliadas?
Serão avaliadas quatro áreas do saber: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Cada uma das áreas deverá ter 45 testes.

Como devo me preparar para o novo Enem?
Segundo o MEC, quem está se preparando para o Enem antigo e para os vestibulares não terá problemas na resolução da nova prova.

Vai ser preciso saber fórmulas de física e química?
De acordo com o MEC, a intenção é diminuir e até mesmo acabar com a "decoreba". As questões deverão fornecer as fórmulas necessárias. Isso não significa que a pergunta vai ficar mais fácil! Será necessário ter bom conhecimento das disciplinas e saber, de verdade, utilizar as fórmulas.

Será preciso estudar datas históricas?
Pela proposta, a ideia não é cobrar conhecimento enciclopédico. Ou seja, os testes não deverão conter pegadinhas sobre anos ou dias de determinados fatos históricos. O que será cobrado do candidato é o conhecimento aprofundado da história, da relação entre os fatos e as implicações do conhecimento do passado no presente.

A prova terá atualidades?
Os vestibulares tradicionais e o próprio Enem antigo costumam cobrar atualidades de maneira contextualizada. Ou seja, as atualidades servem como "gancho" para formular um teste ou para o tema da dissertação. Sempre é bom estar informado, para ter facilidade ao elaborar relações entre conteúdos e construir argumentos em um texto.

O exame terá questões de inglês?
Em 2009, a prova não terá perguntas de língua estrangeira. Para 2010 são previstas perguntas de inglês e espanhol. O MEC ainda não definiu se o candidato poderá fazer a escolha entre um ou outro idioma.

Como as faculdades vão utilizar o novo Enem?
O MEC definiu quatro formas de utilização do novo Enem na seleção de estudantes. São elas:
1- usar o Enem como prova única para a seleção de ingresso;
2- substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;
3- combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional. Nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;
4- usar o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

Terei de escrever de acordo com as novas regras ortográficas?
Não. Segundo o decreto que regulamenta o acordo ortográfico, é possível escrever de acordo com a norma antiga até 2012. Os examinadores terão de aceitar as duas grafias.

Posso me candidatar a quantas faculdades com o novo Enem?
Será permitido que o vestibulando escolha até cinco opções de cursos em instituições de todo o país que aderirem à prova. É permitido escolher diferentes cursos em instituições distintas.

Universidades particulares e estaduais poderão adotar o novo Enem?
Sim. A adoção é aberta para as instituições que tiverem interesse. USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já informaram que não vão trocar seus vestibulares pelo novo Enem de 2009.

Como será a inscrição para os vestibulares?
O MEC vai criar um sistema na internet para a realização das inscrições. Será um sistema semelhante ao que já é usado no Prouni (Programa Universidade para Todos), que concede bolsas de estudo em universidades particulares. O processo todo será realizado pela internet.

Como sei se minha nota no Enem 2009 é suficiente para conquistar uma vaga?
O MEC informa que a nota mínima para ingresso em cada curso será atualizada diariamente, em tempo real. Assim, o candidato poderá saber se tem pontos suficientes para conquistar a vaga. Se não tiver, poderá modificar sua escolha quantas vezes desejar, até que termine o prazo de opção.

Como o ensino médio muda, depois do novo Enem?
É no ensino médio que os interessados em fazer uma faculdade se preparam. Se o processo seletivo de ingresso nas universidades mudar, as escolas terão de ensinar os estudantes. Assim, por conta de uma mudança na avaliação, o MEC pretende que ocorram mudanças no sistema de ensino.

Se o Enem quer pautar o ensino médio, quem já fez colegial terá mais dificuldade para fazer a prova?
Como a prova não exigirá domínio de conteúdos de memorização, mesmo quem já se formou poderá ter um bom desempenho. Mas a avaliação vai exigir capacidade de relacionar fatos, de aplicar conhecimentos das disciplinas e habilidades de interpretação de texto, gráficos e problemas.

domingo, 11 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Entrevista com Camila Vallejo

EL MUNDO › ENTREVISTA A CAMILA VALLEJO, LIDER DE LOS ESTUDIANTES CHILENOS

“Los medios fomentan el desprestigio de los movimientos sociales”

A tres meses de tomar las calles, el movimiento estudiantil tiene el 80 por ciento de apoyo y una “transversalidad” pocas veces vista. Su líder explica sus objetivos y razones.

Por Christian Palma

Desde Santiago

No es fácil conseguir una entrevista con Camila Vallejo. Literalmente, hay que ponerse en la fila entre varios periodistas chilenos y extranjeros para robarle un pedacito de su agenda. No es amiga de la prensa chilena, mayoritariamente de derecha. Y se nota. Aun así, la joven de 23 años responde con esa claridad que la ha llevado a convertirse en el rostro más visible del movimiento estudiantil que tiene en jaque al gobierno de Sebastián Piñera y que ve cómo el modelo neoliberal que defiende tambalea a causa del descontento social liderado por la fuerza de los estudiantes y secundado por los profesores, los trabajadores y miles de rostros anónimos que se aburrieron de los abusos a todo nivel. Pues bien, la egresada de geografía de la Universidad de Chile y presidente de los alumnos de ese establecimiento encabeza una nueva camada de líderes que no sufrieron los horrores de la dictadura, se enfrentan con desfachatez a autoridades que hasta les triplican la edad y se lucen en el escenario donde les toque defender sus ideas, como ha quedado demostrado en el Congreso chileno, canales de TV y las redes sociales. La solidez de sus argumentos, tildados muchas veces de intransigentes, no son obstáculos para que Camila, nieta de un ex integrante del Movimiento Izquierdista Revolucionario (MIR) e hija de militantes comunistas, logre convocar a miles de chilenos en las calles, consiga el 80 por ciento de adhesión ciudadana a las demandas estudiantiles y cientos de chicas –sin ella quererlo– imiten su look de jeans gastados, pañuelo artesanal al cuello y piercing en la nariz.

Hoy Vallejo y los demás líderes secundarios y universitarios se sentarán a la mesa junto a Piñera y varios de sus ministros a intentar destrabar un conflicto que se extiende ya por más de tres meses. La Moneda será el marco para una jornada que puede marcar el inicio del fin. O tal vez no, dado que el presidente ya descartó la gratuidad de la educación, uno de los puntos centrales del petitorio de los universitarios y secundarios.

–Muchos chilenos se van a Argentina a estudiar porque les sale más barato pagar una pensión allá que una carrera en Chile. Según la Asamblea de Estudiantes Chilenos Exiliados por la Educación, son entre 4500 y 5000, repartidos en la UBA, La Plata y el IUNA.

–Es un hecho claro que ejemplifica el porqué hoy nos encontramos en medio de una lucha tan masiva y transversal. Vivimos en un país donde la educación, junto a otros servicios básicos, como la salud y la vivienda, son tremendamente caros y, por ende, su provisión de calidad está restringida sólo a quienes pueden pagar. De este modo, una de nuestras principales consignas es la defensa de una Educación digna gratuita y de calidad para todos y todas.

–¿Cuán consistente es este movimiento para resistir al espectro político, no sólo en la derecha y el gobierno?

–El movimiento cuenta con una serie de fortalezas tales como la amplitud que sobrepasa lo meramente estudiantil y lo transforma en un movimiento social; la unidad de los diferentes actores ligados al mundo educacional, quienes tras un largo proceso han podido aunar esfuerzos en pos de generar petitorios unificados; la representatividad del sentir de la ciudadanía, en tanto ha habido procesos democráticos a través de los cuales las discusiones definen las mejores estrategias a utilizar; y, finalmente, cuenta con la experiencia histórica de los diferentes movimientos que nos han precedido, como lo fue el movimiento pingüino del 2006 (la cuna del moviendo actual que tuvo en las cuerdas a Michelle Bachelet, pero que no dio los frutos prometidos). De todas estas herramientas el movimiento se vale para hacer frente a las diferentes artimañas que pueden surgir de la misma articulación de la derecha como del gobierno, de las que, hasta el momento, nos hemos sabido defender.

–¿Qué le parece la actuación del gobierno en el tema? No ha dado respuesta a sus demandas, hace declaraciones desafortunadas e intenta darles un perfil violento a las marchas.

–El gobierno no está escuchando a la ciudadanía, lo que evidencia que está tan dispuesto a seguir defendiendo intransigentemente su modelo educativo que incluso asume el costo de omitir lo que el pueblo ha demandado masivamente durante más de tres meses. Han explotado al máximo las herramientas con las que cuenta junto a la derecha chilena –medios de comunicación, fuerza policial y militar, respaldo de los grandes grupos económicos– para deslegitimar el movimiento, basándose en la mentira tras estrategias populistas. La presión social que este movimiento ha logrado acumular ha obligado a Piñera a mostrar de qué está hecho este gobierno, cuáles son los límites democráticos que está dispuesto a cruzar y a quiénes representa realmente, lo que constituye un enorme desprestigio y desaprobación de su gestión, lo que ya se manifestó en las últimas encuestas, que históricamente ellos mismos han validado. El cuestionamiento a la incapacidad de manejar la demanda social por una educación pública gratuita y de calidad para todos alcanza nuevos niveles en tanto el grado de represión ha sobrepasado cualquier límite de tolerancia de un Estado de Derecho. Durante estos meses de protesta, hemos sido testigos de aberrantes abusos por parte del cuerpo policial, bajo órdenes del Ejecutivo, a través del ministro del Interior y Seguridad Pública, Rodrigo Hinzpeter, lo que llega a su punto más crítico con la muerte de un estudiante la semana pasada.

–¿A qué atribuye el apoyo de la gente?

–Este movimiento ha alcanzado una masividad y transversalidad que nunca antes se había visto desde el retorno a la democracia (1990). Un enorme porcentaje de quienes en su momento apoyaron a Piñera hoy se dan cuenta de que éste no es un ataque directo a su posición sino a un modelo de educación que concibe a la educación como un bien de mercado y no como un derecho, y a un sistema democrático que hoy se reconoce que no da el ancho. El cuestionamiento de la conducta del gobierno por parte de ciudadanos que incluso pertenecen a sectores que en su momento apoyaron al actual presidente deja de manifiesto que sí existe el entendimiento de que la lucha que hoy tenemos es por un derecho a la Educación y un cambio de sistema que va en beneficio de toda la sociedad y el desarrollo de Chile, y no se limita al beneficio de un sector político particular.

–¿Se polarizó el movimiento?

–Para entender este conflicto hay que analizarlo desde dos aristas, por un lado tenemos que en la población la problemática educacional se ha transversalizado, lo que ha generado un apoyo masivo al movimiento desde diversos sectores y actores ligados a la educación. Sin embargo, por otro tenemos a un sector mucho más minoritario e ideológico representado en las clases dominantes, a quienes no les conviene un cambio en la educación, tanto porque el actual sistema beneficia directamente sus bolsillos como porque los mantiene en su posición de privilegiados frente a una población mal educada. Es producto de la intransigente postura de este último sector que las dos grandes alternativas educativas hoy se hayan polarizado. Es decir que la polarización no se encuentra al interior del movimiento estudiantil –el que ha sabido priorizar la unidad actuando en forma conjunta–, sino que representa una enorme contradicción entre los cambios que hoy la ciudadanía está exigiendo frente a una minoría conservadora cuyos intereses el Ejecutivo representa.

–Ha sufrido críticas y ataques. ¿Qué siente cuando dicen que está manejada por el PC?

–Efectivamente, yo soy militante de las Juventudes Comunistas de Chile y eso es algo que nunca he ocultado. Muy por el contrario, algo de lo que me siento totalmente orgullosa, pues es una gran escuela que me ha permitido crecer y de-sarrollarme políticamente. Por lo demás, es de esperar que en la actual situación quienes no estén a la altura del conflicto busquen argumentos como éstos para atacar, no sólo a mi persona, sino también al resto de los dirigentes. Pero lo cierto es que hoy yo represento no sólo a los estudiantes de la Universidad de Chile, sino que también me toca ser la voz de todos los estudiantes del país, en tanto vocera de la Confederación Nacional de Estudiantes de Chile (Confech), y la legitimidad que tanto los estudiantes como la ciudadanía ha efectuado a mi desempeño creo que deja de manifiesto que esas acusaciones no son más que sucias estrategias desesperadas de quienes, como dije anteriormente, no han sido capaces de ganar el debate de las ideas.

–¿Se plantea seguir siendo dirigente a futuro, más en un país carente de líderes jóvenes?

–En países como Chile, donde los medios de comunicación están dirigidos principalmente por los poderosos, ocurre que los medios fomentan un desprestigio de los movimientos sociales y a sus mismos dirigentes, como ocurrió en México. Sin embargo, el movimiento por la educación (en Chile) ha sido tan transversal que, independiente de los desprestigios de la prensa, la ciudadanía sigue apoyando la causa y cada vez con más intensidad. Respecto de mi futuro, he planteado en diversos medios que tengo una proyección personal de carácter académico, es decir, me gustaría terminar mi carrera y continuar esa senda. Sin embargo, concibo los cargos de representación como una responsabilidad y en ningún caso un privilegio, por lo que a priori no puedo decir que no continuaré teniendo cargos de representación popular.

–¿Cómo toma esa responsabilidad?

–Creo que la esperanza en que los logros de este movimiento no se pierdan, así como la responsabilidad tras ella, es compartida por la totalidad de los involucrados. Si bien a veces suele iconizarse el movimiento en mi persona, tenemos muy claro que los logros, como la construcción de éstos, nos pertenecen a todos. Confío, sin embargo, en que hemos hecho las cosas bien, lo que se demuestra por el increíble apoyo ciudadano que, a más de tres meses de iniciada esta movilización, aún tenemos. Bajo estas condiciones de juego, si el movimiento no logra ver satisfechas sus demandas, será responsabilidad de la intransigencia del gobierno y de la traición de la ciudadanía por parte de la derecha chilena, lo que no estaremos dispuestos a tolerar.

–¿Qué opina del rol de la Concertación en todo esto?

–La Concertación ha jugado un rol bastante oportunista tratando de obtener réditos políticos respecto de lo que ocurre hoy en el país. En ese sentido vemos cómo hoy personeros de dicha colectividad salen a criticar el modelo educacional, como por ejemplo el ex presidente Ricardo Lagos, quien hoy señala “que el modelo ya no aguanta más”, y pareciera que olvidan que ellos mismos fueron quienes administraron y profundizaron la mercantilización de la educación y que, por otro lado, un importante sector de dicha colectividad hoy son sostenedores de colegios e invierten en el negocio de la Educación Superior. A pesar de esto, dado el nivel de participación que tiene la Concertación en el Parlamento, le corresponde responder a la altura de lo que sus declaraciones a favor del movimiento han indicado. Es decir, deben asegurar que los proyectos de ley que han surgido de estas movilizaciones representen íntegramente lo que la demanda social ha establecido, y por ningún motivo vuelvan a negociar a espaldas del movimiento, como terminó ocurriendo con el proceso cúlmine de la Revolución Pingüina del 2006.

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CAMILA VALLEJO e a retomada do movimento estudantil chileno.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Modelo para SP, bônus para docente em NY é cancelado

Falência da meritocracia na matriz!!! A observação do secretário Rizolia beira o rídiculo!
http://www.todospelaeducacao.o​rg.br/comunicacao-e-midia/educ​acao-na-midia/17628/modelo-par​a-sp-bonus-para-docente-em-ny-​e-cancelado/
20 de julho de 2011
Modelo para SP, bônus para docente em NY é cancelado
Escolas do projeto não tiveram desempenho superior às demais, mostrou estudo; rede paulista adota programa de metas desde 2008
Fonte: Folha de São Paulo (SP)

FÁBIO TAKAHASHI, DE SÃO PAULO

Uma das inspirações para a rede de ensino paulista e de outros Estados, o programa de Nova York de pagamento de bônus por desempenho a professores será cancelado.

A decisão foi anunciada nesta semana, após estudo indicar que escolas participantes não tiveram desempenhos superiores às que ficaram fora. A pesquisa analisou os dados dos colégios desde o início do projeto (2007-2008).

O modelo de Nova York é semelhante ao da rede estadual de São Paulo, de 2008: são estabelecidas metas para cada escola, em que há grande peso para desempenho dos alunos nas avaliações; os profissionais dos colégios que alcançam o objetivo recebem dinheiro adicional.

O estudo em Nova York aponta que o sistema não mudou as práticas docentes. Uma das conclusões é que o professor que recebe bônus entende que apenas foi recompensado pelo esforço que sempre teve -e não que tenha buscado melhorar.

"A medida lá certamente terá impacto aqui. As redes vão parar e pensar", diz Maria Helena Guimarães de Castro, secretária de Educação da gestão José Serra (PSDB), responsável pela adoção da medida em São Paulo.

Neste ano, a rede paulista pagou bônus a servidores de 70% dos seus colégios, num gasto de R$ 340 milhões.
Maria Helena afirma que ainda precisa analisar melhor a decisão tomada em Nova York. "Outras redes, como a de Washington, reforçaram a política de bônus."

A Secretaria da Educação de SP afirmou, em nota, que estuda aperfeiçoar seu sistema, que poderá considerar o esforço de cada escola e aspectos socioeconômicos.

O secretário estadual de Educação do Rio, Wilson Risolia, disse que, antes de implementar a política, a pasta revisou estudos para verificar erros e acertos. "Esse de Nova York diz que muitos professores não entenderam como o bônus é distribuído. Nós fizemos decreto, resolução e cartilha explicando."

FIM DO BÔNUS
Coordenadora do Instituto Ayrton Senna, Inês Kisil Miskalo diz que o pagamento por bônus deve ser abolido, para que os recursos sejam canalizados a outras ações. "É mais importante dar condição ao professor para ele ler, ir ao teatro, fazer um bom curso."

"A ideia de que o sistema de incentivos pode ser decisivo por si só sempre me pareceu otimista demais", diz o economista e especialista em Educação Gustavo Ioschpe. Para ele, o foco deve ser melhorar o preparo do docente.

Colaborou a Sucursal do Rio

terça-feira, 19 de julho de 2011

Oswald de Andrade: o mais revolucionário dos modernos



Escritor modernista foi o homenageado na 9º edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), ocorrida entre os dias 6 e 10 de julho.


JOÃO PAULO DA SILVA



O escritor Oswald de Andrade

• Inovador, polêmico, irônico, gozador. Oswald de Andrade é seguramente o maior nome do Modernismo no Brasil, embora alguns críticos insistam em relutar. Romancista, poeta e ensaísta inquieto, o escritor era por convicção um perturbador de ordens. A obra deste paulista, falecido em 1954, representou um corte sem precedentes com o passado parnasiano da cultura brasileira, cujo ponta-pé inicial foi dado com a Semana de Arte Moderna, em 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Como uma tentativa de ajustar as contas com a história da literatura, a 9º edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), ocorrida entre os dias 6 e 10 de julho, resolveu esse ano homenagear Oswald de Andrade, o mais revolucionário entre os modernos.

De burguês a militante socialista
Nascido em São Paulo em 11 de janeiro de 1890, pertencente a uma família rica, Oswald formou-se em Direito no ano de 1919 e fez carreira no jornalismo. Nesse período, realizou viagens pela Europa, onde travou contato com as vanguardas artísticas da época, principalmente o Futurismo. Foi o idealizador dos principais manifestos modernistas, a exemplo da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia, transformando-se em figura fundamental nos acontecimentos da cultura brasileira nos anos de 1920. Embora não se conheça ao certo de quem partiu a ideia da Semana de Arte Moderna, sabe-se pelo menos que já em 1920 Oswald de Andrade prometera para 1922 uma ação dos novos artistas “que fizesse valer o Centenário” (referência aos 100 anos da independência do Brasil).

Curiosamente, a vida e a obra de Oswald são absolutamente inseparáveis; talvez mais do que em qualquer outro escritor. Debochado e mestre da ironia, o artista viveu um importante divisor de águas em sua história, uma transformação que não poderia receber outro adjetivo que não fosse o de irônico. A mudança, inclusive, refletiria na produção literária do poeta. Riquíssimo fazendeiro de café, Oswald de Andrade se viu arruinado e falido do dia para noite em 1929, durante a crise econômica mundial. Convertido em “palhaço da burguesia”, o autor viu seu talento ofuscado e amargou anos difíceis. “Quando, depois de uma fase brilhante em que realizei nos salões do modernismo e mantive contato com a Paris de Cocteau e de Picasso, quando num só dia de débâcle do café, em 29, perdi tudo – os que se sentavam à minha mesa iniciaram uma tenaz campanha de desmoralização contra meus dias. Fecharam então num cochicho beiçudo o diz-que-diz que havia de isolar minha perseguida pobreza nas prisões e nas fugas. Criou-se então a fábula de que eu só fazia piada e irreverência, e uma cortina de silêncio tentou encobrir a ação pioneira que dera o Pau-Brasil e a prosa renovada de 22.”, chegou a se manifestar Oswald sobre o episódio.

Entretanto, o fato resultou numa essencial influência ideológica, sentida no romance Serafim Ponte Grande e na peça teatral O rei da vela, produzidas após 1930, onde análises críticas sobre a sociedade capitalista podem ser encontradas. Os agitados casos de amor também exerceram papel significativo na vida do escritor. Destes, destacam-se os casamentos com a pintora Tarsila do Amaral, em 1926, e com a escritora comunista Patrícia Galvão, a Pagu, em 1930, de quem Oswald recebeu influência política. A partir daí, ele passa a militar nos meios operários e chega a ingressar no Partido Comunista em 1931, onde permanece até 1945.

Pau-Brasil, Antropofagia e Modernismo
As mudanças inauguradas pela Semana de Arte Moderna foram profundamente influenciadas pelas transformações ocorridas no mundo no início do século 20. Grandes invenções, desenvolvimento científico e tecnológico, lutas sociais, Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa formavam o cenário que permitiu historicamente o surgimento do Modernismo e suas renovações nas artes. No Brasil, o quadro social era pintado pelas primeiras greves operárias, pelo movimento Tenentista e a fundação do Partido Comunista. Foi neste panorama que Oswald de Andrade se tornou protagonista da revolução modernista, cujos reflexos atravessaram todo o século passado, marcando a Tropicália e a Poesia Marginal.

Oswald foi o principal responsável por dois dos mais expressivos movimentos modernistas: a Poesia Pau-Brasil, em 1924, e a Antropofagia, em 1928. No primeiro, o manifesto defendia a criação de uma poesia genuinamente brasileira, que revisasse criticamente o nosso passado histórico e se revoltasse contra a cultura acadêmica e a dominação européia, tão presentes no Parnasianismo. A Poesia Pau-Brasil reivindicava ainda a ideia de uma língua brasileira, na qual a ausência de erudição e a presença dos erros gramaticais seriam contribuições fundamentais. O poema “Pronominais” é um bom exemplo. “Dê-me um cigarro / Diz a gramática / Do professor e do aluno / E do mulato sabido / Mas o bom negro e o bom branco / Da Nação Brasileira / Dizem todos os dias / Deixa disso camarada / Me dá um cigarro.”.

No segundo movimento, o da Antropofagia, ao lado de Tarsila do Amaral e Raul Bopp, Oswald lança o mais radical dos manifestos artísticos. Neste, a proposta é devorar a cultura estrangeira e absorver o que nela há de melhor. Os artistas antropófagos, entretanto, não negam a cultura estrangeira, apenas não copiam nem imitam o que vem de fora. Assim como algumas tribos indígenas primitivas, que devoravam o inimigo acreditando assimilar suas qualidades, o movimento Antropofagia propunha devorar simbolicamente o estrangeiro e aproveitar as inovações artísticas, sem perder a identidade cultural. No manifesto, Oswald de Andrade brinca e sentencia ironicamente a questão: “Tupy or not tupy, that is the question”.

Os movimentos de Oswald em nada se pareciam com o nacionalismo ufanista e de clara inclinação fascista do manifesto Verde-amarelo, liderado por Plínio Salgado, que mais tarde se uniria ao integralismo.

O revolucionário modernista
Oswald de Andrade foi parte fundamental da revolução modernista pela qual passou a cultura brasileira nas duas primeiras décadas do século 20. O escritor reunia em si mesmo, na vida e na obra, a essência das características do Modernismo, tanto na poesia quanto na prosa ou no teatro. Reivindicava o nacionalismo com um olhar crítico da realidade brasileira, a valorização do falar cotidiano, o humor, a ironia, a paródia e a linguagem sintética. O legado de Oswald abriu caminho para que as gerações seguintes continuassem experimentando inovações literárias. Parte da crítica e do público considera o autor mais um intelectual destrutivo do que um escritor construtivo, o que não passa de uma injustiça. Se sua obra não é extensa, é ao menos desbravadora.

Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas brasileiros, que também recebeu influência de Oswald, reconheceu a importância do primeiro modernista. “Não houve, no modernismo, personagem mais viva do que ele. Manteve até o fim, quando outros ‘heróis’ do movimento se haviam acomodado ou haviam evoluído, uma atitude tipicamente modernista”, disse Drummond. Toda a poesia de Oswald de Andrade pode ser encontrada num único volume, chamado Poesias Reunidas, onde estão incorporados os livros Pau-Brasil, Primeiro Caderno do Aluno de Poesia Oswald de Andrade, Poemas Menores, Cântico dos Cânticos para Flauta e Violão e O Escaravelho de Ouro. Na prosa, também merecem destaque as obras Os condenados (trilogia) e Memórias Sentimentais de João Miramar.

A literatura de Oswald de Andrade buscou incansavelmente o ideal de todo revolucionário: a liberdade. O modernista queria liberdade na forma e no conteúdo artístico, desejava uma cultura livre da tutela européia, livre das imitações dos “sapos” parnasianos. Prova disso o escritor deixou em seu livro de memórias, quando afirmou: “Como poucos, eu conheci as lutas e as tempestades. Como poucos, eu amei a palavra Liberdade e por ela briguei”. Sem dúvida alguma, uma luta justa. Na vida e na arte.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Carta do Cacique Mutua (dos Povos Xavantes) a todos os povos da Terra"


Carta do Cacique Mutua (dos Povos Xavantes) a todos os
povos da Terra"

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã,
atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão
Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer
as folhas das plantas lá fora. Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos
Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o
nome do nosso rio sagrado. Como guiso da serpente, o Vento anunciou
perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva.
Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo. Xingu banha toda
a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos
curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença
de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio. O
lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O
nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a
barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe,
no canal do Panamá.
Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de
outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta.
Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar
vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo
Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe
desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes. Se o
rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o
peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana,
que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para
servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre
no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo
das águas de sangue. Pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O
Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da
alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está
surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o
Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da
anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós. Quando
um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos
antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são
sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem
vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a
gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas
árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje,
somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto
tempo.
Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é
nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o
beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma
linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de
saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe
o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.
Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte
da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as
coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e
não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da
floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata,
e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão.
O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas
sombras dos seres mágicos da floresta. O espírito do Gavião Real agora
aparece rodopiando com suas grandes asas no céu. Com um grito agudo
perguntou: Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu? Meu coração
apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o
representante do reino dos homens. O espírito do Gavião Real diz que
se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio
se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e
me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o
alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos
espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com
cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu.
Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via
árvores.
Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio
perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas
no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta,
nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem
matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do
rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu
nódulo. Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num
sentimento profundo de dor. As palavras faltaram na minha boca. Não
tinha como explicar o mal que trarão à terra. Leve a nossa voz para os
quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas
dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga,
enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens.
Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos
caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu
estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto
nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi
ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar
reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o
Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento
para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela
que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus
mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é
minha dança! E este é o meu canto!

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa
de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer.
Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra,
vamos nos fortalecer. Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a
terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e
fazer tudo crescer. Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas
águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu
clamando por viver.

Cacique Mutua",
Xingu, Pará, Brasil, 08 de junho de 2011

Que os bons de coração se inspirem! Na autênticidade e na
verdade de um nobre morador das terras do Xingú! ?Carta do Cacique
Mutua a todos os povos da Terra"

Mãe Terra nossa Natureza

Partido Comunista faz 90 anos, sustentado pelo capitalismo

China

José Renato Salatiel*

Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

O Partido Comunista chinês completou 90 anos de fundação no dia 1o de julho. No comando do país mais populoso do planeta, o partido sobreviveu ao colapso dos regimes comunistas do século 20 e continua mais forte do que nunca.

Direto ao ponto: Ficha-resumo

Vive, no entanto, um paradoxo que precisa ser solucionado: uma moderna e dinâmica economia de mercado aliada a um Estado repressor que limita as liberdades individuais e que destoa das democracias em vigor nos demais países desenvolvidos.

Para se adaptar ao mundo globalizado, o PC chinês precisou adotar o modelo econômico capitalista. As reformas começaram em 1978. Em três décadas, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu numa média anual de 10%, tirando 400 milhões de pessoas da pobreza.

O "milagre" chinês transformou um país agrário e analfabeto na atual segunda maior potência econômica do mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

Na política, o governo mantém o controle total sobre a vida dos chineses. Não tolera oposição, reprime com violência os dissidentes e censura a imprensa e a internet. O país vivencia uma das maiores ondas de repressão dos últimos anos, tendo como alvo os ativistas pró-democracia (inspirados pelas revoltas no mundo árabe), tibetanos e outras minorias étnicas.

Hoje, o partido gasta mais com segurança interna, na censura e repressão ao povo, do que com a própria segurança externa.

O
regime ditatorial é o ponto fraco no domínio do partido, que sofre críticas de países ocidentais. Apesar disso, conta com o apoio da maior parte da população, beneficiada pelos avanços na área econômica.

O PC chinês foi fundado em 1921, numa reunião clandestina em Xangai, com apenas 53 integrantes (hoje possui 80,2 milhões de filiados, segundo dados oficiais). Entre os delegados presentes no primeiro encontro estava o líder revolucionário
Mao Tsé-tung, então com 27 anos. O líder é cultuado até hoje naChina.

Massacres

O PC chegou ao poder em 1o de outubro de 1949, com a Revolução Chinesa, depois de combater os nacionalistas e os invasores japoneses. Nas três décadas seguintes, sob a liderança de Mao Tsé-tung, promoveu uma desastrosa campanha para modernizar o país que matou cerca de 20 milhões de pessoas de fome.

Em 4 de junho de 1989, o Exército Chinês tomou a praça da
Paz Celestial(Tiananmen), em Pequim, e sufocou o maior protesto pró-democracia já ocorrido no país. Sete mil pessoas morreram, segundo estimativas de órgãos independentes.

Nos eventos de comemoração aos 90 anos, o governo quis deixar esse passado esquecido e divulgar os progressos recentes que tornaram o país rico. A festa foi um imenso esforço de propaganda, com o lançamento de um filme oficial sobre o partido, desfiles patrióticos e inauguração de obras como a mais extensa ponte sobre o mar do mundo, com 41,58 km, na cidade litorânea de Qingdao.

Em discurso na capital, o presidente e secretário-geral do PC, Hu Jintao, disse que o partido aprendeu com os erros do passado e que vai, daqui para a frente, combater a corrupção de membros do governo. A partir do ano que vem, a cúpula do partido começa a se renovar.

Revolução Chinesa

A China foi uma das civilizações mais avançadas do mundo antigo. Na era das dinastias, porém, o sistema feudal do Império deixou o país em desvantagem em relação às nações europeias. Assim, no início do século 19, o território chinês foi ocupado por estrangeiros.

A revolta contra o domínio colonial gerou levantes populares entre os camponeses, que perfaziam 80% da população. Foi nos campos que surgiram o Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), que proclamou a República entre 1911 e 1912, e o partido comunista.

No início, o PC e o Kuomintang eram aliados contra as potências colonialistas. Mas com o golpe militar em 1927, promovido pelos nacionalistas, os comunistas foram para a clandestinidade e adeririam à luta armada.

Sob a liderança de Mao Tsé-tung, o PC chinês derrotou o Partido Nacionalista e proclamou em 1949 a República Popular da China, como apoio da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

A China era então um país pobre, atrasado e destruído por mais de duas décadas de guerras civis. Por isso, Mao promoveu o Grande Salto Adiante (1958-1961), uma campanha de aumento da produção agrícola e industrialização. Os resultados, entretanto, foram catastróficos: milhões de chineses morreram de fome.

Outro período traumático foi a chamada Revolução Cultural, ocorrida entre 1966 e 1977. Nesta época, o exército prendeu, exilou e matou intelectuais e pessoas consideradas inimigas do governo.

Após a morte de Mao, Deng Xiaoping assumiu a liderança e realizou reformas políticas e econômicas, entre 1978 e 1980. As reformas tiveram como maior característica a abertura do mercado. Foram elas que garantiram a permanência do comunismo na China depois da queda dos regimes no Leste Europeu e possibilitaram que o país se tornasse uma das nações mais ricas do planeta.

Direto ao ponto volta ao topo

O Partido Comunista chinês completou 90 anos de fundação no dia 1o de julho. As comemorações na capital Pequim contaram com discurso contra a corrupção no partido, inauguração de obras e desfiles patrióticos.

A China é o país mais populoso do mundo e a segunda potência econômica, atrás somente dos Estados Unidos. O Partido Comunista está no poder desde 1949. Para sobreviver ao colapso dos regimes comunistas no século 20, teve que adotar o sistema econômico capitalista.

Na política, entretanto, manteve o poder centralizado que não tolera opiniões contrárias. Recentemente, o governo chinês desencadeou a maior onda de repressão dos últimos 20 anos contra ativistas pró-democracia, dissidentes políticos e minorias étnicas.

O PC chinês foi fundado em 1921, numa reunião clandestina em Xangai, com apenas 53 integrantes. Entre os delegados presentes no primeiro encontro estava o líder revolucionário Mao Tsé-tung, então com 27 anos. Nas primeiras três décadas de regime, sob o comando de Mao, milhões de chineses morreram de fome.

O partido possui atualmente 80,2 milhões de filiados e conta com apoio da maioria da população, beneficiada pelo avanço econômico.

terça-feira, 10 de maio de 2011

IHGV

Local: Auditório da Prefeitura Municipal de Vassouras
18h
Sessão Solene de Abertura - Autoridades e Convidados

Doutor Renan Vinicius Santos de Oliveira - Prefeito Municipal de Vassouras.
Doutora Flora de Paoli Faria – Decana do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Doutora Cybelle de Ipanema – Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro.
Doutor Olinio Gomes P. Coelho - Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vassouras.
Pós-doutora Neusa Fernandes - Presidente da Comissão Organizadora do Congresso.

Apresentação e lançamento do livro:
Rio de Janeiro (1937- 1959) – uma psicanálise possível, da professora mestre Maria Teresa Melloni, sócia colaboradora do IHGV.
Apresentação e lançamento do livro:

A Vila de Vassouras e a Economia do Café, do doutor José Carlos Tambasco, sócio fundador do IHGV.

19h
Lançamento do Informativo 2011 do IHGV.
19h30m

Apresentação do Coral do CREA - RJ

20h30m
Coquetel de Congraçamento

MANHÃ
8h30m
Inscrições e entrega de material.
9h

Conferência de abertura - Singelos, poesias de um cego... há cem anos em Vassouras.

Doutora Cybelle de Ipanema.
10h
Mesa redonda 1: Homenagem a Milton Santos.
Temática: A contemporaneidade das ideias político-sociais de Milton Santos.

A Mesa trata da visão política e social de Milton Santos e discute a importância das suas idéias para a construção e a compreensão da nação brasileira.
Presidente da Mesa: Pós-doutora Neusa Fernandes.
Pós-doutora Zeny Rosendahl - Homem de Idéias.
Doutor João Henrique dos Santos - Milton Santos, pensador do espaço humano.

11h
Coffee break
11h30m
Mesa redonda 2

Temática: A formação das cidades do Vale do Paraíba.

A Mesa pretende propiciar uma visão abrangente sobre os traços mullticulturais e práticas cotidianas dos espaços urbanos desenvolvidos no Vale do Paraíba.
Presidente da Mesa: Affonso Celso Villela de Carvalho.

Doutora Rogéria de Ipanema - Cidades Imperiais.
Mestre Eliane Alves da Silva - Projeto de mapeamento de ecotrilhas do Parque Nacional de Itatiaia, municípios de Itatiaia e Resende.

12h30m
Almoço
TARDE
14h
Conferência - Matrizes Africanas do Território Brasileiro.
Pós-doutor Rafael Sanzio dos Anjos.
15h
Mesa redonda 3
Temática: A escravidão e suas marcas no Brasil contemporâneo.

A mesa trata da transição da mão escrava para o trabalho livre e discute as marcas e a herança da escravidão como um dos principais problemas que ainda hoje enfrenta a sociedade brasileira.
Presidente da Mesa: Elizabeth Soriano Pletsch.

Marcelo Martins Serra- A escravidão brasileira no século XIX: as estratégias de resistência dos escravos.
Alex Nicolaeff - Abolição e decadência fluminense na visão de Ruy Barreto, empresário no ramo do café.

16h
Coffee break
16h30m
Mesa redonda 4
Temática: A ocupação do espaço.

A Mesa abordará a evolução histórica das cidades do Vale do Paraíba, promovendo uma reflexão multidisciplinar sobre as expressões socioeconômicas e seus principais personagens.
Presidente da Mesa: Sandra Cândido.

Cláudia Braga Gaspar – Antigas Estradas do Litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro - A Estrada de Mangaratiba, atual RJ149.
Rosimeiri Mello - O Rei do Café.

17h30m
Mesa redonda 5
Temática: Arquitetura vassourense.
A Mesa abordará a função urbana e as ações dos agentes transformadores que determinaram o espaço socialmente constituído.
Presidente da Mesa: Alex Nicolaeff.

Mestre Francisco Salvador Veríssimo - Vassouras: os primórdios da evolução urbana.
Mestre Magno Fonseca Borges - A ferida incurável: antropozoonose na implantação e expansão da cultura cafeeira- 1821-1850.
11h30
Conferência: Arqueologia do Vale do Paraíba.
Doutor Ondemar Ferreira Dias.
12h30m
Almoço
TARDE
15h

Mesa redonda 13

Temática: As primeiras referências e o meio ambiente.

A Mesa aborda as populações indígenas habitantes da região sul fluminense, especialmente na cidade de Vassouras; as invasões sofridas e sua representação na formação do povo fluminense.
Presidente da Mesa: Doutor Olinio Gomes P. Coelho.

Mestre Jeronimo de Paula da Silva - Índios do Vale do Paraíba.
Carlos Pletsch - Pensamento judaico-cristão e sua influência sobre o meio ambiente.

16h
Coffee break
16h30

Mesa redonda 14

Temática: O Patrimônio Histórico - I.

A Mesa abordará a implantação e o desenvolvimento da arquitetura rural no Vale do Paraíba, ilustrando com significativos exemplares dessa arquitetura.
Presidente: Mestre Francisco Salvador Veríssimo.

Sebastião Deister - A Fazenda Nossa Senhora da Piedade, atual Santa Cecília, em Miguel Pereira.
Roberto Guião de Souza Lima – Fazenda Três Poços do Café à Universidade.

17h30m
Mesa redonda 15
Temática: As instituições educacionais no Vale do Paraíba.

A mesa abordará a evolução do sistema educacional, em Vassouras e o desenvolvimento das instituições de ensino, que se defrontaram com problemas de ordem financeira e administrativa.
Presidente da Mesa: Maria Amália Montella Medeiros.

Gabriela Maria Costa da Silva - Instrução pública em Vassouras no século XIX.
Mestre Luiz Neves - Acervo de Imagens Digitais do Patrimônio Edificado Aplicado na Educação para Preservação do Patrimônio Histórico.

8h30m

Conferência - O Vale do Café no imaginário da literatura brasileira.

Doutor Ivo Barbieri.

9h30m
Mesa redonda 6
Temática: Ecos literários no Vale do Paraíba.

A Mesa discutirá autores que compõem um conjunto exemplar do uso do fato histórico, como o acontecer da própria evolução do homem em seu meio social.
Presidente da Mesa: Doutora Maria Clara Amado Martins.

Doutora Celeste Varella - A busca de uma mulher em Vassouras na ficção do alentejano Diogo Ribera Flores.
Mestre Gysele Ayres - Narcisa Amália: uma trajetória feminina no Sul Fluminense do século XIX.

10h30m
Mesa redonda 7

Temática: A decadência do café.

A Mesa tratará da exaustão do trabalho servil, analisando os novos destinos da terra e da sociedade.
Presidente da Mesa: Doutor José Carlos Tambasco.

Mestre Roselene de Cássia Coelho Martins - Depois do escravo... a terra. Cuidado!
Mestre Magno Fonseca Borges - Como não tinha a idoneidade precisa para educar e tratar sua filha: trabalho infantil na República vassourense.

12h
Almoço
TARDE
14h
Conferência - Economia e cultura no Vale do Paraíba.
Pós-doutora Luitigarde Cavalcanti de Barros.
15h
Mesa redonda 8

Temática: O Museu Casa da Hera.

A Mesa discutirá os museus, como casas de memória e apresentará o histórico e o projeto museológico do Museu Casa da Hera, antiga residência senhorial da família Teixeira Leite.
Presidente da Mesa: Pós-doutora Neusa Fernandes.

Doutora Fabíola do Valle Zonno - Museus Casa: relicários arquitetônicos e lugares de memória.
Daniela de Sá Alves - Um Museu para a Casa da Hera.

16h
Coffee-break
16h30m
Mesa redonda 9
Temática: Gênero e grupos sociais.

A Mesa pretende explorar a trajetória de uma das famílias mais poderosas da Cidade dos Barões e sua importância na formação da comunidade e do patrimônio vassourense.
Presidente da Mesa: Mestre Roselene de Cássia Martins

Mestre Cínthia Rocha – Os Teixeira Leite e a Casa da Hera.
Doutor Olinio Gomes P. Coelho – Vassouras: Patrimônio Nacional.

17h30m
Mesa redonda 10

Temática: Gênero

A Mesa apresentará histórias de mulheres e diferenças de gênero na evolução e na formação da comunidade do Vale do Paraíba.
Presidente da Mesa: Elizabeth Soriano Pletsch.

Pós-doutora Miridan Brito Falcci - Três gerações de mulheres no Vale do Paraíba.
Pós-doutora Neusa Fernandes - Uma mulher inatual.

9h30m
Mesa Redonda 16
Temática: Os caminhos do café e a evolução histórica

A Mesa abordará as transformações ocorridas na cidade de Vassouras e no Vale do Paraíba, promovendo uma reflexão multidisciplinar sobre a sociedade.
Presidente da Mesa: Mestre Roselene de Cássia Martins.

Doutor José Carlos Tambasco - O Vale Médio do Paraíba e sua indústria Siderometalúrgica.
Affonso Celso Villela de Carvalho - A Maçonaria.

10h30m
Coffee break
11h
Mesa redonda 17
Temática: Manifestações culturais.

A Mesa abordará as manifestações artísticas e da cultura popular, o período áureo do teatro em Vassouras e os traços culturais resistentes.
Presidente da Mesa: Mestre Jeronimo de Paula da Silva.

Mestre Marco Santos - Brandão, o Popularíssimo e as Companhias teatrais mambembes no Vale do Paraíba, no século XIX: uma viagem pitoresca.
Doutor Raphael David dos Santos – A Crítica como condição à preservação da arte popular a Escola de Samba e o Boi-Bumbá.

12h
Almoço
TARDE
15h
Mesa redonda 18
Temática: Geografia Física.

A Mesa apresentará a evolução da geografia brasileira, através dos recentes trabalhos desenvolvidos pelo IBGE.
Presidente da Mesa: Carlos Pletsch.

Doutor Roberto Schmidt - Os Atlas do IBGE.
Mestre João Bosco de Azevedo - Novo mapeamento do Estado do Rio de Janeiro.

16h
Coffee break
16h30m
Mesa redonda 19

Temática: O Rio Paraíba do Sul – I.

A Mesa abordará a importância do Rio Paraíba do Sul como fator determinante da história da região, seus impactos e transformações.
Presidente da Mesa: Mestre Luiz Neves.

Doutor Flavio Gomes de Almeida e Mauricio Silva Santos - O Médio Paraíba, suas transformações econômicas e impactos.

NOITE
19h
Espetáculo teatral
20h30m
Jantar de confraternização
9h
Mesa redonda 11

Temática: Acervos sobre a história do Vale do Paraíba.

A Mesa discutirá a documentação preservada da história do Vale do Paraíba, em âmbitos federal, estadual, municipal e regional.
Presidente da Mesa: Mestre Marco Santos.

Doutor Paulo Knauss - A documentação de Vassouras e do Vale do Paraíba na documentação da Presidência da Província.- século XIX.
Mestre Magno Fonseca Borges - Centro de Documentação histórica: memória, identidade, cidadania e compromisso social.

10h
Coffee-break
10h30m
Mesa redonda 12
Temática: A vida social fluminense.

A Mesa fixará o período áureo da história vassourense e suas principais instituições.
Presidente da mesa: Maria Amália Montella Medeiros.

Mestre Ivonete Cristina Campos - Múltiplos Olhares de uma região: sociedade, poder e cultura.
Mestre Antonio Carlos da Silva - A imprensa no Vale do Paraíba. Fluminense: o Caso dos Jornais O Merrimac e O Valenciano (1862-1864).

8h
Mesa redonda 20
Temática: O Rio Paraíba do Sul – II.

A Mesa abordará a importância do Rio Paraíba do Sul como fator determinante da história da região, seus impactos e transformações.
Presidente da Mesa: Doutor José Carlos Tambasco.

Vilmar Ferreira dos Santos e Onera Pinto da Silva - Onde o Tocantins e o Paraíba do Sul se encontram.

9h
Mesa redonda 21
Temática: O Rio Paraíba do Sul – II.

A Mesa abordará a importância do Rio Paraíba do Sul como fator determinante da história da região, seus impactos e transformações.
Presidente da Mesa: Doutor José Carlos Tambasco.

Wilmar Ferreira dos Santos e Onera Pinto da Silva - Onde o Tocantins e o Paraíba do Sul se encontram.

10h
Coffee break
10h30m
Mesa redonda 22
Temática: O Patrimônio Histórico - II.

A Mesa apresentará o conjunto patrimonial histórico do Vale do Paraíba, analisando seu atual estado de conservação e as medidas cabíveis agendadas.
Presidente da mesa: Mestre Jeronimo de Paula da Silva.

Doutor Sérgio G. Lima - Observações acerca da pintura decorativa no Solar do Barão de Itambé, em Vassouras.
Mestre Magaly Oberlaender - O significado da talha na Catedral de Valença e na Matriz de Paty do Alferes.

11h30m
Encerramento
12h
Apresentações de Moções
12h30
Almoço
TARDE
14h
Visitas Opcionais:

Fazenda Santa Eufrásia

Casa da Hera